Já se passou um mês e como passou rápido! Tudo é tão intenso e tão profundo que nem percebi o tempo voar.  Depois deste tempo tudo começa a ficar mais fácil. O primeiro mês realmente é o momento de adaptação: fusorário, alimentação, acomodação, clima… enfim, o corpo e mente vão se acostumando e se adaptando dia-a-dia. No segundo mês já está tudo mais adaptado a rotina, as práticas começam fluir melhor e vamos nos tornando mais fortes.
Minha rotina aqui é bem tranquila , mas bem disciplinada. Acordo todos os dias mais ou menos duas horas antes da minha prática, tomo água morna com limão, vou ao banheiro, tomo banho e sento para meditar e entoar os sutras.
Vou para o shala bem cedinho e pratico por duas horas. Chegando em casa, tomo café da manhã e dependendo do dia da semana, vou para aula de chanting(cânticos). Alguns dos afazeres diários incluem também lavar roupa e arrumar o quarto. Na hora do almoço é um bom momento para encontrar os amigos e aproveitar para comer uma boa comida indiana. Depois, não tem como não parar em alguma loja para comprinhas… faz parte! No final da tarde, aproveito para me conectar com a familia e estudar um pouco. À noite, como algo bem leve, geralmente frutas  e vou dormir bem cedinho por volta das 7 ou 8h da noite.
Neste segundo mês, além disso tudo, tenho uma tarefa bem importante: estou sendo assistente nas aulas do Sharath. Estou muito feliz por estar tendo essa experiência aqui na India, mas sei também do grau de responsabilidade. Por isso,durante todo este mês estou acordando às 2:30 da manhã e indo para o shala ajustar de 4:30h às 6:30h. Depois continuo no shala para iniciar minha prática por volta das 7h. Tenho colocado toda a minha atenção e dedicação para isso agora . Aulas intensas com muitos alunos, mas muito gratificante.
Esta temporada também está sendo mais do que especial pois recebi a benção de ser autorizada a ensinar o método. Na verdade sei que tudo isso foi fruto de muito estudo e dedicação, mas para mim esta benção tem um valor muito mais do que burocrático. O valor de que devo continuar mantendo o meu sadhana, meu caminho espiritual, mantendo a minha prática e meu trabalho seguindo a tradição. Percebo que estar aqui na India, é um momento total de entrega e desapego. A responsabilidade de ter este mérito significa aumentar mais ainda o compromisso comigo mesmo.
Queria agradecer de coração a todos aqueles que admiram meu trabalho: aos meus alunos e amigos pelo carinho de sempre, à minha familia e meu esposo Marcelo que foi a pessoa que mais me incentivou e me apoiou para que eu realizasse mais esta conquista.
O caminho nesta longa estrada do yoga só esta apenas começando!
Gratidão! Om ! Paz!
Namaste!

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